{"id":3407,"date":"2022-06-07T17:29:01","date_gmt":"2022-06-07T15:29:01","guid":{"rendered":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/?p=3407"},"modified":"2022-06-10T16:14:13","modified_gmt":"2022-06-10T14:14:13","slug":"capitulo-2-2-programa-mulheres-cidadas-dia-internacional-da-mulher-8-de-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/2022\/06\/07\/capitulo-2-2-programa-mulheres-cidadas-dia-internacional-da-mulher-8-de-marco\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 2 :  2\u00b0 programa  Mulheres cidad\u00e3s  Dia Internacional da Mulher- 8 de Mar\u00e7o-"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Historial do Dia 8 de Mar\u00e7o <br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/go.ivoox.com\/rf\/18827777\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/go.ivoox.com\/rf\/<\/a><a href=\"https:\/\/go.ivoox.com\/rf\/18827777\">188<\/a><a href=\"https:\/\/go.ivoox.com\/rf\/18827777\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" title=\"grava\u00e7ao 8 de mar\u00e7o dia mundial das mulheres\">27777<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Pensa-se geralmente que a comemora\u00e7\u00e3o do Dia da Mulher tem a sua origem na manifesta\u00e7\u00e3o das oper\u00e1rias americanas duma empresa t\u00eaxtil, em 1857. Mas h\u00e1 d\u00favidas sobre a origem desta comemora\u00e7\u00e3o, apesar de mais tarde este acontecimento ter sido utilizado para o lan\u00e7amento do Dia da Mulher. <br>Constata-se que pela primeira vez o \u201cDia Nacional da Mulher\u201d foi celebrado nos Estados Unidos em 1909, por iniciativa do Partido Socialista da Am\u00e9rica. Esse Dia Nacional da Mulher tinha como objectivo comemorar uma greve realizada no ano anterior, que havia mobilizado as oper\u00e1rias da ind\u00fastria do vestu\u00e1rio em Nova Iorque contra as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de trabalho. <br>Em 1910, temos registo da Confer\u00eancia Internacional das Mulheres, em Copenhaga, proposta pela feminista alem\u00e3 Clara Zetkin, ligada \u00e0 Internacional Socialista. V\u00ea-se que se trata de um movimento claramente lan\u00e7ado pelo Movimento Oper\u00e1rio Revolucion\u00e1rio e oposto \u00e0 burguesia. A revindica\u00e7\u00e3o do direito de voto vem em primeiro plano. H\u00e1 uma diferen\u00e7a entre as oper\u00e1rias que reivindicavam p\u00e3o e [1]melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e as mulheres da burguesia que revindicavam sobretudo direitos de participa\u00e7\u00e3o na vida p\u00fablica. <br><br>Em 25 de Mar\u00e7o de 1911 deflagrou um inc\u00eandio na f\u00e1brica de vestu\u00e1rio da Triangle Shirtwaist, em Nova Iorque, que mataria 146 oper\u00e1rias, costureiras na sua maioria. A maior parte eram migrantes, oriundas dos pa\u00edses do Leste da Europa. A causa do inc\u00eandio foi atribu\u00edda \u00e0s m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a do edif\u00edcio. Este acidente foi incorporado no imagin\u00e1rio colectivo e considerado como estando na origem do Dia Internacional da Mulher[2]. <br><br>Mas a consagra\u00e7\u00e3o desse dia ocorreu a 8 de Mar\u00e7o de 1917, na R\u00fassia, quando as oper\u00e1rias t\u00eaxteis, em v\u00e1rias f\u00e1bricas, deixaram o trabalho, fazendo greve. V\u00e1rias delegadas grevistas foram enviadas a outras f\u00e1bricas Todas sa\u00edram \u00e0 rua e o que aconteceu foi realmente uma greve de massa. Leon Trotsky escreve: \u201c&#8230; N\u00e3o imagin\u00e1vamos que este dia das mulheres viria a inaugurar a revolu\u00e7\u00e3o\u201d. Ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, Alexandra Kollontai persuadiu Lenine a tornar esse dia um dia de celebra\u00e7\u00e3o oficial. <br>A tradi\u00e7\u00e3o ficou pois estabelecida, e ap\u00f3s 1945 os pa\u00edses comunistas do Leste da Europa celebraram esse dia como o Dia da Mulher. Tal celebra\u00e7\u00e3o era apoiada pelos partidos comunistas e utilizada como instrumento de propaganda, inclusive durante o tempo do estalinismo. Esse facto suscitou desconforto no Ocidente, onde se queria evitar associar esse dia a celebra\u00e7\u00f5es comunistas do Movimento da Internacional Socialista. <br>Ali\u00e1s, foi depois do colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica que as comemora\u00e7\u00f5es ca\u00edram em desuso, apesar do dia 8 de Mar\u00e7o permanecer feriado na R\u00fassia e outras regi\u00f5es da ex-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. <br>Nos outros pa\u00edses ocidentais, o dia 8 de Mar\u00e7o foi celebrado durante as d\u00e9cadas de 1910 e 1920, antes de cair no esquecimento, e vir a ser depois recuperado pelos movimentos feministas na d\u00e9cada de 1960. <br>Em 1975, as Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) institu\u00edram o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de Mar\u00e7o foi adoptado como dia comemorativo. Um pouco mais tarde, em 1977, o dia 8 de Mar\u00e7o foi reconhecido pelos Estados Unidos. A data foi-se generalizando noutros pa\u00edses, com o objectivo de lembrar as conquistas sociais, independentemente das diferen\u00e7as\/tens\u00f5es nacionais, pol\u00edticas, econ\u00f3micas, \u00e9tnicas e culturais. <br><br>O dia 8 de Mar\u00e7o ficou consagrado como um dia de solidariedade para com todas as mulheres em geral, e em particular com as mulheres que vivem em zonas de conflitos, com as mulheres oprimidas, com as mulheres refugiadas&#8230;Todos os anos h\u00e1 um tema-debate para o Dia da Mulher e neste ano de 2017 o tema \u00e9 a capacita\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica. <br>Ser\u00e1 que a celebra\u00e7\u00e3o do Dia Internacional da Mulher \u00e9 apenas e s\u00f3 uma tradi\u00e7\u00e3o, ou ser\u00e1 que a ideia inicial se mant\u00e9m viva? <br>H\u00e1 sempre esta diferen\u00e7a entre os que querem fazer do Dia da Mulher um dia de combate contra as discrimina\u00e7\u00f5es e os outros que querem que seja uma esp\u00e9cie de Dia da M\u00e3e. <br>De todas as maneiras, \u00e9 sempre aquele dia que relembra a situa\u00e7\u00e3o das mulheres, mesmo quando s\u00f3 se oferece um ramo de flores \u00e0s colegas ou \u00e0 esposa. <br><br>O feminismo ainda faz sentido? Algumas mulheres dizem: \u201cEstamos um pouco desgastadas\u201d, mesmo sendo feministas, e apesar de algumas plataformas insistirem sobre o significado do feminismo. V\u00e1rias iniciativas s\u00e3o tomadas, inclusive a do Presidente Barack Obama que proclamou em 2011 o m\u00eas de Mar\u00e7o como o M\u00eas das Mulheres.  Igualmente as ac\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) que t\u00eam mais for\u00e7a por serem difundidas atrav\u00e9s das novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o, o que conecta as pessoas e os eventos. <br>Por outro lado, a Comiss\u00e3o para o Estatuto das Mulheres das Na\u00e7\u00f5es Unida (ONU) for\u00e7a a mudan\u00e7a e lan\u00e7a iniciativas que aceleram o avan\u00e7o da causa das mulheres. Todos os anos, durante tr\u00eas semanas, centenas de mulheres se juntam em Nova Iorque para este importante evento. \u00c9 importante que as mulheres sejam corajosas e estejam preparadas para a mudan\u00e7a, a fim de poderem lan\u00e7ar ac\u00e7\u00f5es concretas para acelerar a mudan\u00e7a. Este ano de 2017 esta Comiss\u00e3o onusiana prepara-se para debater do problema da capacita\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica (economic empowerment, no jarg\u00e3o angl\u00f3fono).<br>  <br>Tema 2017: Capacitar economicamente as Mulheres<br><br>Neste ano de 2017 o tema que as Na\u00e7\u00f5es Unidas institu\u00edram para debate e reflex\u00e3o \u00e9 a capacita\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica das mulheres. Tamb\u00e9m aqui no programa da R\u00e1dio Alma, Mulheres Cidad\u00e3s, Mulheres na Actualidade, desejamos divulgar este tema e levar a cabo uma certa reflex\u00e3o, ainda que circunscrita aos poucos minutos de um programa de r\u00e1dio. <br><br>A no\u00e7\u00e3o geral de \u201ccapacita\u00e7\u00e3o\u201d vem do ingl\u00eas \u201cempowerment\u201d e significa dar mais autonomia \u00e0s mulheres: \u00e9 uma ac\u00e7\u00e3o colectiva que visa refor\u00e7ar a consci\u00eancia individual e colectiva relativamente aos direitos civis e sociais das mulheres. Para superar os problemas da depend\u00eancia econ\u00f3mica social e pol\u00edtica da mulher, \u00e9 necess\u00e1rio uma emancipa\u00e7\u00e3o individual associada ao n\u00edvel econ\u00f3mico. <br><br>O que \u00e9 que implica a no\u00e7\u00e3o de capacita\u00e7\u00e3o\/empowerment?<br>O empoderamento implica :<br>&#8211; mais dignidade, dignidade de cidad\u00e3 <br>&#8211; descentraliza\u00e7\u00e3o do poder <br>&#8211; maior participa\u00e7\u00e3o das trabalhadoras na vida da sociedade <br>&#8211; o poder de ter uma opini\u00e3o <br>&#8211; o poder de decis\u00e3o<br>&#8211; saber lidar com as dificuldades, <br>&#8211; saber lidar com a lentid\u00e3o da burocracia e todos os obst\u00e1culos atinentes aos contactos com a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica<br>&#8211; mais acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o <br><br>No plano laboral, a capacita\u00e7\u00e3o\/empowerment significa outra concep\u00e7\u00e3o da hierarquia no trabalho, a necessidade de superar o medo do patr\u00e3o, da chefia opressiva, de conseguir lidar com estes problemas, e de os saber enfrentar. <br>No plano social, a capacita\u00e7\u00e3o\/empowerment significa maior sentido de responsabilidade, a fim de ter uma ac\u00e7\u00e3o na sociedade, uma ac\u00e7\u00e3o inovadora, que geralmente \u00e9 a\u00e7ambarcada pelos homens. <br>E por falar em inova\u00e7\u00e3o, n\u00e3o nos esque\u00e7amos da import\u00e2ncia que tiveram tantas mulheres cientistas, cujas pesquisas e descobertas foram atribu\u00eddas a homens. <br><br>Podemos dizer que a no\u00e7\u00e3o da capacita\u00e7\u00e3o\/empowerment inclui tr\u00eas aspectos principais: <br>1. sair da situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia para ter consci\u00eancia da nossa situa\u00e7\u00e3o, <br>2. ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, o que facilita a decis\u00e3o, <br>3. actuar contra a opress\u00e3o no trabalho e ter consci\u00eancia da inova\u00e7\u00e3o <br>Assim, cumpridos estes tr\u00eas requisitos, podemos ter uma situa\u00e7\u00e3o de autonomia e op\u00e7\u00e3o.<br>  <br>Formas de capacita\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica<br><br>Ainda que as conquistas sejam parciais, e que ainda haja caminho para percorrer, h\u00e1 j\u00e1 v\u00e1rios exemplos de iniciativas que capacitam as mulheres: <br><br><br>&#8211; Acesso ao cr\u00e9dito <br>Em 2004, em todo o mundo, menos de 1% das mulheres pediu cr\u00e9dito em bancos comerciais. Estes dados demonstram que as mulheres t\u00eam dificuldades em aceder ao cr\u00e9dito banc\u00e1rio. A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de agora, e atinge mais as mulheres do que os homens, e mais as mulheres nos meios rurais e nos meios desfavorecidos. <br>Em 1976, Muhamed Yunus, economista e empreendedor do Bangladesh, criou o que se veio a chamar o Banco dos Pobres, o Grameen (aldeia) Bank. O objectivo era eliminar as barreiras financeiras que existem quando uma mulher quer lan\u00e7ar um neg\u00f3cio. Este banco decide ent\u00e3o conceder empr\u00e9stimos \u00e0s mulheres de meios muito desfavorecidos, mesmo miser\u00e1veis, confiando n\u00e3o s\u00f3 na sua capacidade empresarial como tamb\u00e9m na capacidade de reembolsarem o empr\u00e9stimo e de gerarem efeitos multiplicadores. Os primeiros empr\u00e9stimos foram concedidos para actividades agr\u00edcolas. Os camponeses escapariam assim aos empr\u00e9stimos de usur\u00e1rios cujos juros atingiam os 20%. O banqueiro Muhamed Yunus apercebeu-se que com a concess\u00e3o de empr\u00e9stimos de montantes muito pequenos se conseguia atingir efeitos positivos na melhoria da situa\u00e7\u00e3o material das fam\u00edlias. Al\u00e9m disso, os reembolsos foram um \u00eaxito. O sucesso do microcr\u00e9dito de Muhamed Yunus fez com que lhe fosse atribu\u00eddo, em 2005, o Pr\u00e9mio Nobel da Economia. Em muitos outros pa\u00edses, organiza\u00e7\u00f5es similares ao Grammen Bank come\u00e7aram a trabalhar com este tipo de cr\u00e9dito. At\u00e9 alguns bancos comerciais viram um certo interesse na atribui\u00e7\u00e3o de microcr\u00e9ditos. <br><br>Em Espanha, por exemplo, h\u00e1 bancos \u00e9ticos e cooperativas financeiras, que concedem empr\u00e9stimos \u00e0s mulheres, inclusivamente \u00e0s mulheres emigrantes. Elas conseguem reembolsar os cr\u00e9ditos. Temos que ter em conta uma coisa, \u00e9 que as barreiras existem. <br><br>Noutros pa\u00edses, os Estados lan\u00e7aram iniciativas para facilitar o acesso ao cr\u00e9dito por parte das pequenas e microempresas. Idem para as mulheres, especialmente as que t\u00eam baixos sal\u00e1rios ou est\u00e3o divorciadas. <br>Tamb\u00e9m em pa\u00edses africanos encontramos este tipo de ac\u00e7\u00e3o para facilitar \u00e0s mulheres o acesso ao cr\u00e9dito.<br><br>&#8211; Acesso \u00e0 vida empresarial<br>Investir na capacidade econ\u00f3mica das mulheres \u00e9 fomentar a economia. \u00c9 sin\u00f3nimo de mais desenvolvimento e mais riqueza. <br>Um outro aspecto de que desejamos falar \u00e9 a capacita\u00e7\u00e3o das mulheres nas empresas. <br>\u00c9 preciso uma cultura empresarial que seja partilhada por gestores e trabalhadores, no sentido de um maior equil\u00edbrio entre a vida profissional e a vida familiar. <br>Para facilitar esta concilia\u00e0ao, existe na Uniao Europeia um corpo legislativo que institui recomenda\u00e7\u00f5es e obriga\u00e7\u00f5es neste sentido: a directiva sobre a licen\u00e7a parental, a directiva relativa \u00e0s mulheres gr\u00e1vidas, a directiva sobre a concretiza\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da igualdade de tratamento entre homens e mulheres no que se refere ao acesso ao emprego, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o profissionais e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Os Estados membros s\u00e3o obrigados a transpor para o plano nacional estas directrizes. Portugal assim fez, nomeadamente por via da Comiss\u00e3o para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) do Minist\u00e9rio do Trabalho e da Solidariedade Social. (http:\/\/cite.gov.pt\/imgs\/downlds\/Boas_Praticas_de_Conciliac.pdf<br>http:\/\/cite.gov.pt)<br><br>Em pa\u00edses africanos as dificuldades s\u00e3o muito maiores. Mas as mulheres lutam para conseguirem ter um lugar na sociedade. Na Lib\u00e9ria, Sarah Reeves, 41 anos, m\u00e3e de cinco filhos, empregada numa empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es, auferindo um sal\u00e1rio baixo, decidiu lan\u00e7ar-se nos neg\u00f3cios e abrir um restaurante. Mulher divorciada e sozinha teve que se deparar com v\u00e1rios tipos de problemas. Primeiro, problemas burocr\u00e1ticos, ao criar e registar a empresa. Come\u00e7ou a sua actividade sem estar oficialmente declarada e teve de pagar \u201cluvas\u201d aos funcion\u00e1rios p\u00fablicos para lhe tratarem dos pap\u00e9is relativos a legaliza\u00e7\u00e3o do restaurante. Depois, problemas sexistas: Sarah deparou-se com os avan\u00e7os de cariz sexual, n\u00e3o s\u00f3 da parte dos seus clientes como tamb\u00e9m por parte dos seus fornecedores. Hoje em dia o restaurante \u201cValentim\u201d continua aberto e a funcionar. Emprega tamb\u00e9m outras mulheres. A Sarah teve de lidar com estas barreiras. <br><br>-Acesso das mulheres \u00e0 terra <br><br>No que toca ao acesso \u00e0 erra, neste programa de r\u00e1dio, gostar\u00edamos de referir a quest\u00e3o do ponto de vista das heran\u00e7as, sucess\u00f5es e partilhas. Tradicionalmente as mulheres s\u00e3o quase sempre prejudicadas no acesso \u00e0 terra. Grosso modo, a heran\u00e7a da terra passa para os herdeiros var\u00f5es, outras vezes os homens reivindicam as terras e prometem uma compensa\u00e7\u00e3o \u00e0 mulheres que acaba por ser simb\u00f3lica. As herdeiras n\u00e3o t\u00eam coragem para reivindicar e defender os seus direitos. Falamos sobretudo de pequenas explora\u00e7\u00f5es familiares que n\u00e3o permitem a instala\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias pessoas. Nas grandes explora\u00e7\u00f5es v\u00e1rios membros da fam\u00edlia podem trabalhar em conjunto. <br>Com o aumento do pre\u00e7o da terra e o investimento que exige a instala\u00e7\u00e3o do agricultor, o homem acaba por a\u00e7ambarcar o patrim\u00f3nio familiar, pois tradicionalmente e na maior parte dos casos \u00e9 ele quem det\u00e9m maior capacidade econ\u00f3mica. <br>Com o passar dos tempos h\u00e1 menos homens interessados na agricultura. Ser\u00e1 sobretudo pela falta de interesse do herdeiro masculino, e n\u00e3o pelo respeito dos direitos, que a herdeira ficar\u00e1 \u00e0 cabe\u00e7a da explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Entretanto as coisas est\u00e3o a mudar porque as mulheres agora tamb\u00e9m revindicam o acesso \u00e0 terra, mesmo quando os homens querem ficar na explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. <br>Esperamos que haja mais mulheres agricultoras, se \u00e9 esse o seu desejo, porque \u00e9 preciso n\u00e3o s\u00f3 produzir muito como de boa qualidade. <br>  <br><br>&#8211; Apoio \u00e0 Mulher enquanto Chefe de Fam\u00edlia e Agente de Desenvolvimento (Bolsa de Fam\u00edlia \/Rendimento B\u00e1sico) <br><br>Lutar contra a pobreza para \u201cempoderar\u201d  \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o-chave de todo o caminho da capacita\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica das mulheres. Um exemplo de luta contra a pobreza \u00e9 a Bolsa Social de Fam\u00edlia no Brasil. Trata-se de um rendimento mensal atribu\u00eddo a mulheres que tem fam\u00edlia. O montante \u00e9 confiado \u00e0 mulher, pela simples raz\u00e3o que o homem tem tend\u00eancia a gastar rapidamente e de forma individualista todo o sal\u00e1rio mensal, muitas vezes em \u00e1lcool.<br><br>A Bolsa Social de Fam\u00edlia foi atribu\u00edda a um milh\u00e3o de fam\u00edlias. <br>Tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es eram necess\u00e1rias para a atribui\u00e7\u00e3o da bolsa familiar: <br>&#8211; Enviar os filhos \u00e0 escola <br>&#8211; Assegurar a vacina\u00e7\u00e3o dos filhos <br>&#8211; Seguir uma forma\u00e7\u00e3o profissionalizante em caso de impossibilidade de seguir a via curricular<br><br>O resultado foi espectacular. N\u00e3o s\u00f3 impediu a progress\u00e3o da exclus\u00e3o social de grande parte da popula\u00e7\u00e3o, como aumentou a taxa de escolariza\u00e7\u00e3o e permitiu a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade. <br><br>Assim, vemos que as pol\u00edticas p\u00fablicas podem contribuir para a capacita\u00e7\u00e3o das mulheres, e podem transform\u00e1-las em agentes de desenvolvimento. Atente-se ao exemplo anterior sobre a Lib\u00e9ria. <br><br>Um outro exemplo vem-nos das favelas de Belo Horizonte, no Brasil, onde a vida \u00e9 dif\u00edcil e a subnutri\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema grave, tanto para adultos como para crian\u00e7as, e sobretudo para estas \u00faltimas. <br>Nesse contexto, o GRAAL levou a cabo um programa educativo, com a colabora\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es do Estado, junto das mulheres das favelas com o objectivo de assegurar uma boa nutri\u00e7\u00e3o para as crian\u00e7as. As mulheres aprenderam a confeccionar refei\u00e7\u00f5es equilibradas, com os recursos de que dispunham, e tornaram-se assim agentes de desenvolvimento.,. <br>  <br><br><br><br><br>-Mulheres ambientalistas e consumidoras conscientes<br><br>A capacita\u00e7\u00e3o das mulheres faz-se tamb\u00e9m na implica\u00e7\u00e3o das mulheres em dom\u00ednios societais novos, como por exemplo, no dom\u00ednio da sa\u00fade p\u00fablica e protec\u00e7\u00e3o ao consumidor.<br>As mulheres, enquanto consumidoras, podem dar um contributo importante, quer seja na confec\u00e7\u00e3o das refei\u00e7\u00f5es para a fam\u00edlia, como na escolha dos produtos. <br><br>S\u00e3o as mulheres que tradicionalmente, e apesar duma certa evolu\u00e7\u00e3o dos costumes, se ocupam das compras, escolhem os produtos e preparam as refei\u00e7\u00f5es. Pensam sempre em comprar produtos de boa qualidade, tendo em conta o dinheiro dispon\u00edvel. <br>S\u00e3o tamb\u00e9m as mulheres quem, na maior parte dos agregados familiares, trata da triagem e reciclagem dos lixos. Sabem com rigor que res\u00edduo ou embalagem vai para cada saco.<br> <br>Assim, \u00e9 tamb\u00e9m das mulheres que depende o sucesso e expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos biol\u00f3gicos. <br><br>Isso quer dizer que \u00e9 importante que a mulher consumidora forme a sua pr\u00f3pria opini\u00e3o sobre os produtos, visto que os supermercados apresentam prateleiras com grande variedade de marcas. \u00c9 verdade que o pre\u00e7o tem a sua influ\u00eancia, mas a pre\u00e7o igual h\u00e1 ainda uma importante gama de escolha .<br><br>Como pode a mulher formar a sua pr\u00f3pria opini\u00e3o sobre os produtos dispon\u00edveis no com\u00e9rcio?  <br><br>A mulher \u00e9 condicionada pela publicidade, mas tamb\u00e9m a condiciona. <br>A mulher \u00e9 consumidora final, mas tamb\u00e9m \u00e9 ela quem determina a pr\u00f3pria publicidade. Referimo-nos ao caso dos comit\u00e9s de selec\u00e7\u00e3o de produtos que s\u00e3o criados pelos supermercados. Sempre que precisam de um estudo de mercado para saber se introduzem ou n\u00e3o um produto de determinada marca ou de certa qualidade ou composi\u00e7\u00e3o no seu supermercado, recorrem a comit\u00e9s formados por mulheres consumidoras que emitem o seu parecer. Pedem-lhes que se pronunciem em fun\u00e7\u00e3o do gosto e da composi\u00e7\u00e3o. Este facto \u00e9 determinante para a selec\u00e7\u00e3o do produto. \u00c9 evidente que h\u00e1 outros factores, em particular o pre\u00e7o, mas esse \u00e9 decidido pelo vendedor antes da apresenta\u00e7\u00e3o do produto ao comit\u00e9 de selec\u00e7\u00e3o. <br><br>Tamb\u00e9m neste contexto as mulheres n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia do poder que det\u00eam&#8230; E \u00e9 importante. As mulheres podem levar em conta crit\u00e9rios como o teor de sal e a\u00e7\u00facar do alimento, presen\u00e7a de aditivos artificiais (corantes e conservantes), que apesar de serem admitidos e autorizados, nem sempre s\u00e3o ben\u00e9ficos para a sa\u00fade. Outro aspecto importante de capacita\u00e7\u00e3o e protec\u00e7\u00e3o do consumidor \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o sobre a composi\u00e7\u00e3o dos produtos comercializados, que \u00e9 apresentada nas etiquetas em letras muito pequeninas. A maior parte das pessoas n\u00e3o tem paci\u00eancia para ler. As mulheres que participam nos comit\u00e9s de selec\u00e7\u00e3o da grande distribui\u00e7\u00e3o podem assinalar esse problema e promover a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos. <br>As mulheres, enquanto consumidoras, podem exigir e dispor de informa\u00e7\u00f5es importantes para a sua sa\u00fade, a das suas fam\u00edlias, e a da sociedade em geral. As mulheres come\u00e7am a ter maior consci\u00eancia da necessidade de n\u00e3o somente escolher marcas conhecidas, mas sobretudo de dar mais aten\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado do produto e ao factor benef\u00edcio para a sa\u00fade. <br><br>Consumidoras e consumidores devem concentrar a sua aten\u00e7\u00e3o em produtos saud\u00e1veis, sem excesso de sal e a\u00e7\u00facar, porque tal pode evitar certas doen\u00e7as muito frequentes a partir duma certa idade (tens\u00e3o, excesso de colesterol&#8230;). Vale a pena falar aqui no caso dos bolos e bolachas, cujo gosto n\u00e3o fica alterado se se reduzir o seu teor de sal e a\u00e7\u00facar.<br><br>Pode-se dizer a mesma coisa para as gorduras: mesmo gosto com menos gordura. <br>J\u00e1 h\u00e1 algum tempo que, gra\u00e7as \u00e0 press\u00e3o dos consumidores e de mulheres bem informadas, os produtores t\u00eam diminu\u00eddo a quantidade de sal em certos produtos (caso das batatas fritas). <br>Cabe igualmente mencionar o contributo dos profissionais de sa\u00fade, formadores de opini\u00e3o, e divulgadores de boas pr\u00e1ticas. Mais uma vez, s\u00e3o as mulheres que podem aplicar esses princ\u00edpios de protec\u00e7\u00e3o da sa\u00fade para o benef\u00edcio das fam\u00edlias, uma vez que s\u00e3o elas em geral que confeccionam as refei\u00e7\u00f5es para toda a fam\u00edlia. Elas podem adaptar as receitas reduzindo, por exemplo, o sal nos pratos salgados e o a\u00e7\u00facar nas sobremesas. Os homens, ao partilhar as tarefas dom\u00e9sticas, podem aplicar os mesmos princ\u00edpios.<br><br>Tamb\u00e9m os produtos de limpeza cont\u00eam grande quantidade de produtos qu\u00edmicos, que apesar de serem autorizados oficialmente, acarretam efeitos negativos para a sa\u00fade em caso de contacto directo ou inala\u00e7\u00e3o. As pessoas s\u00f3 se apercebem disso quando come\u00e7am a sofrer de alergias. <br><br>As crian\u00e7as s\u00e3o mais sens\u00edveis \u00e0s alergias. Num pa\u00eds pequeno como a B\u00e9lgica, cerca de um ter\u00e7o das crian\u00e7as t\u00eam v\u00e1rios tipos de alergias, devido ao contacto com produtos qu\u00edmicos e outras subst\u00e2ncias alerg\u00e9nicas&#8230; \u00c9 evidente: s\u00e3o crian\u00e7as com mais sensibilidade, mas a percentagem \u00e9 assustadora. <br>Como obter informa\u00e7\u00f5es sobre os produtos? Ela deve provir de fonte objectiva, independente de interesses de produtores\/vendedores. Na B\u00e9lgica existe a associa\u00e7\u00e3o de defesa dos consumidores Test Achat que publica uma revista mensal do mesmo nome. Em cada uma das suas edi\u00e7\u00f5es, a Test Achat apresenta ao consumidor uma classifica\u00e7\u00e3o de produtos dum determinado sector, com opini\u00f5es claras tendo em conta a rela\u00e7\u00e3o qualidade\/pre\u00e7o. Em Portugal a DECO \u00e9 o equivalente desta organiza\u00e7\u00e3o belga.<br>Tamb\u00e9m neste cap\u00edtulo as mulheres podem contribuir e partilhar a sua experi\u00eancia quotidiana de utiliza\u00e7\u00e3o de produtos. Daqui pode sair maior exig\u00eancia relativamente \u00e0 qualidade dos produtos.<br><br>  <br><br>A exig\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade dos produtos deve ser reclamada n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o europeia, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o aos produtos importados de outras regi\u00f5es do mundo. \u00c9 importante recordar isto, numa altura em que o mundo pol\u00edtico e a sociedade civil se encontram mobilizados em torno das negocia\u00e7\u00f5es dos tratados comerciais com o Canada (CETA) e com os Estados Unidos (TTIP) &#8211; discutidos recentemente.<br><br>No caso do tratado com os Estados Unidos, estava em causa sobretudo a quest\u00e3o das hormonas de crescimento na carne e da lixivia no frango, sendo as duas subst\u00e2ncias proibidas na Uni\u00e3o Europeia. Mas n\u00e3o s\u00f3, tamb\u00e9m a adi\u00e7\u00e3o nos cereais e produtos derivados, bem como nas ra\u00e7\u00f5es para os animais, de organismos geneticamente modificados (OGM) n\u00e3o aprovados no territ\u00f3rio europeu, ou que ultrapassam a percentagem m\u00ednima admitida em caso de contamina\u00e7\u00e3o.<br>As exig\u00eancias s\u00e3o menores nesses pa\u00edses onde h\u00e1 menos regulamenta\u00e7\u00e3o nessa mat\u00e9ria. <br>D\u00e1-se mais liberdade aos agricultores, o que faz com que os produtos dos agricultores europeus se tornem menos concorrenciais. Foi o ponto de vista defendido por Paul Magnette, Ministro-Presidente da Val\u00f3nia, convencido de que o tratado CETA era mais favor\u00e1vel ao Canad\u00e1 do que \u00e0 regi\u00e3o da Val\u00f3nia, sobretudo no dom\u00ednio dos lactic\u00ednios: a importa\u00e7\u00e3o de produtos l\u00e1cteos canadianos prejudicaria os agricultores e industriais da Val\u00f3nia. <br>As reac\u00e7\u00f5es foram vivas e perante a ira popular, as negocia\u00e7\u00f5es foram suspensas.<br>Houve manifesta\u00e7\u00f5es de peso. Esta ac\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 conduziu \u00e0 renegocia\u00e7\u00e3o de certos pontos do tratado, com vista \u00e0 considera\u00e7\u00e3o dos interesses dos produtores europeus. <br>A press\u00e3o internacional foi muito forte sobre a Val\u00f3nia, inclusive da parte dos outros pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia. Mas a firmeza dos respons\u00e1veis deu certo. <br>  <br><br>Problemas do futuro <br><br>Algumas das quest\u00f5es importantes que constituem obstaculos est\u00e3o ligadas \u00e0s culturas e tradi\u00e7\u00f5es do mundo sobretudo fora dos pa\u00edses ocidentais. Citamos dois exemplos: O casamento precoce, em particular com homens mais velhos, e a excis\u00e3o. <br>\u00c0s vezes com 9 anos, a crian\u00e7a entra numa rela\u00e7\u00e3o f\u00edsica demasiado cedo, ainda o corpo n\u00e3o est\u00e1 formado. Ela \u00e9 tamb\u00e9m economicamente dependente. Muitas vezes falta-lhe instru\u00e7\u00e3o, torna-se uma escrava, \u00e0 espera da pr\u00f3xima mulher que o homem vai trazer para casa. Triste destino! <br>Alguns parlamentos de pa\u00edses em vias de desenvolvimento come\u00e7aram a atacar ou a tomar em considera\u00e7\u00e3o estas tradi\u00e7\u00f5es, como foi o caso do Malawi, em Fevereiro. Mas ainda n\u00e3o existe uma lei que prohibe a excisao. A maior parte dos paises africanos lan\u00e7am hoje campanhas para eliminar esta pratica.<br>A excis\u00e3o, ou mutila\u00e7\u00e3o genital feminina, faz com que as meninas sejam cortadas mutiladas cedo porque se considera que s\u00f3 assim podem ir para o casamento. S\u00e3o as mulheres que preservam a tradi\u00e7\u00e3o, pois elas pr\u00f3prias tiveram que sofrer o mesmo.  <br>Esse acto tem consequ\u00eancias para a sa\u00fade, \u00e9 feito em casa, com uma faca, sem nenhumas condi\u00e7\u00f5es higi\u00e9nicas e pode conduzir \u00e0 infec\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o dizer pior. \u00c9 realmente um crime. <br>H\u00e1 que mudar as mentalidades. \u00c9 preciso denunciar esses actos, sobretudo porque na Europa as meninas s\u00e3o levadas pelos pais, sobretudo pela m\u00e3e, para os pa\u00edses de origem para serem excisadas. Muitas vezes s\u00e3o mantidas na ignor\u00e2ncia, e s\u00f3 \u00e0 \u00faltima da hora \u00e9 que descobrem o intento da sua m\u00e3e. <br>\u00c9 uma viola\u00e7\u00e3o dos direitos das meninas, dos direitos dos seres humanos, que tem que ser denunciada no Dia da Mulher.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-medium is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/naom_603d57f6e3a3e.jpgdiainternatmulh-300x169.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3419\" width=\"455\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/naom_603d57f6e3a3e.jpgdiainternatmulh-300x169.jpg 300w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/naom_603d57f6e3a3e.jpgdiainternatmulh-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/naom_603d57f6e3a3e.jpgdiainternatmulh-768x432.jpg 768w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/naom_603d57f6e3a3e.jpgdiainternatmulh-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/naom_603d57f6e3a3e.jpgdiainternatmulh-465x262.jpg 465w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/naom_603d57f6e3a3e.jpgdiainternatmulh-695x391.jpg 695w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/naom_603d57f6e3a3e.jpgdiainternatmulh.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 455px) 100vw, 455px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensa-se geralmente que a comemora\u00e7\u00e3o do Dia da Mulher tem a sua origem na manifesta\u00e7\u00e3o das oper\u00e1rias americanas duma empresa t\u00eaxtil, em 1857. Mas h\u00e1 d\u00favidas sobre a origem desta comemora\u00e7\u00e3o, apesar de mais tarde este acontecimento ter sido utilizado para o lan\u00e7amento do Dia da Mulher.<br \/>\nConstata-se que pela primeira vez o \u201cDia Nacional da Mulher\u201d foi celebrado nos Estados Unidos em 1909, por iniciativa do Partido Socialista da Am\u00e9rica. Esse Dia Nacional da Mulher tinha como objectivo comemorar uma greve realizada no ano anterior, que havia mobilizado as oper\u00e1rias da ind\u00fastria do vestu\u00e1rio em Nova Iorque contra as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de trabalho. <span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/2022\/06\/07\/capitulo-2-2-programa-mulheres-cidadas-dia-internacional-da-mulher-8-de-marco\/\">Lire la suite<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":110,"featured_media":3416,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["entry","author-mulheres","has-excerpt","post-3407","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mci"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3407","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/users\/110"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3407"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3407\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3416"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3407"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3407"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3407"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}