{"id":3425,"date":"2022-06-08T12:00:03","date_gmt":"2022-06-08T10:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/?p=3425"},"modified":"2022-06-10T16:40:41","modified_gmt":"2022-06-10T14:40:41","slug":"capitulo-4-violencia-contra-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/2022\/06\/08\/capitulo-4-violencia-contra-as-mulheres\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 4: Viol\u00eancia contra as mulheres"},"content":{"rendered":"\n<p><br><a href=\"https:\/\/go.ivoox.com\/rf\/18828411\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/go.ivoox.com\/rf\/18828411<\/a><br>O nosso objectivo \u00e9 chegar a uma sociedade em que haja respeito pelas mulheres e que pugne pela defesa dos seus direitos. <br>A viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 um crime e deve ser denunciada. As autoridades t\u00eam que tomar medidas para acabar com isso. Assim depois de falar do Norte da \u00c1frica onde vimos casos de viol\u00eancia nas manifesta\u00e7\u00f5es durante as Primaveras \u00c1rabes, \u00e9 necess\u00e1rio falar dos problemas na Europa.<br>Apesar de se constatar uma evolu\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o, a viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 ainda muito frequente. <br>O que \u00e9 que esta viol\u00eancia abrange?<br>Inclui o abuso sexual, o ass\u00e9dio (harc\u00e8lement sexuel), as mutila\u00e7\u00f5es genitais, toda a esp\u00e9cie de viol\u00eancia corporal, mas tamb\u00e9m a viol\u00eancia verbal e as press\u00f5es.<br>N\u00e3o se trata duma agress\u00e3o pontual, mas de actos repetidos.<br>Atravessa todas as classes sociais e concerne toda a gente, independentemente do seu alto ou baixo n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o, ou do meio social a que pertence.<br>Como remediar a este problema?<br>Temos que denunci\u00e1-lo e sair do sil\u00eancio. \u00c9 necess\u00e1rio fazer ouvir a voz de todas as mulheres v\u00edtimas de agress\u00e3o, mesmo que tenha ocorrido na rua com piropos muitas vezes agressivos e degradantes.<br>Mas vamos limitar-nos \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica que constitui a maioria dos casos, com uma breve men\u00e7\u00e3o \u00e0s outras formas.<br>Como explicar que haja tantos casos de viol\u00eancia em casa? <br>Alguns n\u00fameros sobre a Europa podem dar-nos uma ideia da import\u00e2ncia da viol\u00eancia:<br>-50 Mulheres morrem todas as semanas pela m\u00e3o do homem com quem elas vivem.<br>-95%dos casos de viol\u00eancia acontecem em casa. <br>-Uma em cada tr\u00eas mulheres t\u00eam uma experi\u00eancia de viol\u00eancia f\u00edsica e sexual antes da idade dos 15 anos. <br>&#8211; A cada segundo uma mulher \u00e9 confrontada com uma forma de ass\u00e9dio sexual.<br>-75%das mulheres com posi\u00e7\u00f5es de topo a n\u00edvel empresarial \/?\/?\/ na direc\u00e7\u00e3o \/\/\/management foram alvo de ass\u00e9dio sexual no seu local de trabalho.<br>Se fossem casos extremos em que o homem est\u00e1 sob efeito do \u00e1lcool ou da droga, ainda se poderiam explicar as causas. Mas a viol\u00eancia \u00e9 muito mais generalizada. \u00c9 o acto dum homem perfeitamente normal, geralmente bem integrado na sociedade, que n\u00e3o \u00e9 nem um marginal, nem um criminoso.<br>Ent\u00e3o o que motiva esta viol\u00eancia?<br>Por parte do homem: pode ser que tivesse sido v\u00edtima de viol\u00eancia e maltratado quando era crian\u00e7a. Mais tarde a sua frustra\u00e7\u00e3o reflecte-se na sua maneira de agir com os filhos e com a mulher. Podem ser tamb\u00e9m problemas psicol\u00f3gicos ou psiqui\u00e1tricos ou diversas frustra\u00e7\u00f5es sofridas no trabalho ou na sociedade. \u00c9 uma desforra, uma maneira de descarregar todo o peso das frustra\u00e7\u00f5es acumuladas.<br>Por parte da mulher que suporta sem dizer nada: pode ser o medo e a passividade, o h\u00e1bito de ser oprimida e maltratada na sua vida por v\u00e1rias raz\u00f5es. Pode ser a vergonha de falar do que acontece. Na maior parte dos casos aguentam. Pensam tamb\u00e9m proteger os filhos.<br>Agora mesmo a imprensa portuguesa relatou o chamado caso de Barcelos, em que um homem matou a mulher. J\u00e1 se sabia da m\u00e1 rela\u00e7\u00e3o dentro do casal e tinha sido assinalada ao juiz. Mas ele mandou a mulher de novo para casa, n\u00e3o levou a sua queixa a s\u00e9rio.<br>Houve a projec\u00e7\u00e3o dum filme (***nome do filme?) feito na associa\u00e7\u00e3o portuguesa APEB sobre viol\u00eancia contra as mulheres para sensibilizar para esta quest\u00e3o. Tem que se prestar homenagem \u00e0s mulheres que depois do filme testemunharam de viol\u00eancias de que foram alvo. \u00c9 um exemplo a dar aos outros, porque uma forma de acabar com a viol\u00eancia \u00e9 denunci\u00e1-la publicamente.<br><br>Tem que haver uma mudan\u00e7a de mentalidade nesse sentido. A informa\u00e7\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o pode ser dada pela vizinhan\u00e7a que est\u00e1 ao corrente, mas a den\u00fancia tem que ser feita antes que seja demasiado tarde.<br>A educa\u00e7\u00e3o na escola \u00e9 importante e \u00e9 preciso que os meios de comunica\u00e7\u00e3o falem deste problema, n\u00e3o como se fosse um facto banal, mas como uma problem\u00e1tica grave que atravessa a sociedade. Tem que se dar voz \u00e0s v\u00edtimas e detectar os casos antes que o pior aconte\u00e7a, quando as amea\u00e7as s\u00e3o claras. Por isso tem que se dar a conhecer os factos, antes que a mulher caia no isolamento f\u00edsico, mental e mesmo financeiro. <br>H\u00e1 a parte vis\u00edvel da viol\u00eancia e tamb\u00e9m a parte invis\u00edvel. As mulheres t\u00eam vergonha, pensam que s\u00e3o elas que est\u00e3o na origem da situa\u00e7\u00e3o que leva o homem a bater-lhes. N\u00e3o reconhecem que s\u00e3o v\u00edtimas. \u00c9 demasiado tarde quando pedem ajuda, e mesmo assim n\u00e3o s\u00e3o ouvidas, ou s\u00e3o ouvidas quando o pior j\u00e1 aconteceu.<br>A viol\u00eancia pode come\u00e7ar por coisas pequenas, mesmo insignificantes: piadas, humilha\u00e7\u00f5es em privado, ou em frente de outras pessoas, cr\u00edticas, gritos, disputas,\u2026O homem levanta a m\u00e3o e come\u00e7a a bater, e bate tamb\u00e9m nas crian\u00e7as. A rela\u00e7\u00e3o vai-se abaixo. Degrada a mulher reduzindo-a a nada. Isola a mulher. Pro\u00edbe-a de ter contactos com as pessoas com quem se relaciona, e at\u00e9 de trabalhar. Descarrega nela as suas frustra\u00e7\u00f5es e pensa que vai assim resolver o problema.<br>A sa\u00edda de casa com os filhos torna-se dif\u00edcil. A mulher n\u00e3o sabe para onde ir, n\u00e3o quer recorrer aos pais, ou aos amigos, porque tem vergonha.<br><br>Muitos homens lutam ao lado das mulheres contra esta viol\u00eancia na sociedade, porque est\u00e3o chocados com o que acontece. T\u00eam capacidade de dialogar sobre este assunto com as suas pr\u00f3prias mulheres e filhas, e com as pessoas mais chegadas. Esses homens deviam passar de observadores a actores, e levantar a voz quando v\u00eaem agress\u00f5es ou um princ\u00edpio de conflito.<br>Em geral, as pessoas n\u00e3o se querem meter nos problemas do casal. Alias h\u00e1 um prov\u00e9rbio que diz: \u201cEntre marido e mulher n\u00e3o metas a colher!\u201d. <br>Antigamente quando a situa\u00e7\u00e3o se tornava insuport\u00e1vel, a mulher voltava para casa dos pais. Hoje ela n\u00e3o encara essa possibilidade, salvo algumas excep\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o ela considera o que pode fazer e para onde poder\u00e1 ir.<br>Pode ir queixar-se \u00e0 pol\u00edcia que n\u00e3o est\u00e1 bem preparada e onde n\u00e3o \u00e9 sempre bem recebida. Muitas vezes a pol\u00edcia n\u00e3o leva a s\u00e9rio a queixa e manda-a de novo para casa.<br>Hoje em dia h\u00e1 associa\u00e7\u00f5es que podem recolher e proteger as mulheres at\u00e9 a justi\u00e7a reagir, protegendo-as assim de eventuais agress\u00f5es.<br>Os governos est\u00e3o mais atentos e mesmo governos de pa\u00edses long\u00ednquos, como a Tun\u00edsia (Julho de 2017), Marrocos (Mar\u00e7o de 2016) ou o L\u00edbano, aprovaram leis de protec\u00e7\u00e3o contra a viol\u00eancia. No L\u00edbano foi aprovada uma lei em Abril de 2014, depois de grandes dificuldades e da oposi\u00e7\u00e3o de certas autoridades religiosas que consideram o problema como sendo do dom\u00ednio privado ou da compet\u00eancia dos tribunais das comunidades religiosas. H\u00e1 119 pa\u00edses no mundo que j\u00e1 aprovaram leis nesta mat\u00e9ria. Mas n\u00e3o basta ter legisla\u00e7\u00e3o, tem ainda que ser aplicada, por isso as associa\u00e7\u00f5es insistem para que seja concretizada a sua aplica\u00e7\u00e3o. <br>Para a lei ser aplicada as mulheres t\u00eam que ter a coragem de se dirigir aos servi\u00e7os competentes. As mulheres agredidas tornam-se muito fr\u00e1geis e fechadas sobre si mesmas. A abordagem pelo pessoal de sa\u00fade e pela pol\u00edcia, os primeiros a serem contactados, \u00e9 muito importante. Eles podem bem encaminhar a mulher. Todo o meio \u00e0 sua volta, os vizinhos, os amigos\u2026 tem que reagir, n\u00e3o devem ficar calados. \u00c9 importante poder orient\u00e1-la e ajud\u00e1-la at\u00e9 ela encontrar uma solu\u00e7\u00e3o. As vozes n\u00e3o se podem silenciar. <br>As crian\u00e7as t\u00eam hoje facilmente acesso \u00e0 internet. V\u00eaem a viol\u00eancia e est\u00e3o sensibilizadas, e quando chegam a casa apercebem-se da situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma vida dif\u00edcil. N\u00e3o devem ser confrontadas a isso.<br>Crian\u00e7as testemunhas desta viol\u00eancia arriscam-se a transmitir aos seus pr\u00f3prios filhos estes impulsos e a cadeia pode continuar. Tem que se quebrar esta cadeia. N\u00e3o calar e partilhar para p\u00f4r termo a isso.<br><br>O que deve fazer a mulher em caso de agress\u00e3o?<br>A mulher tem que provar que foi agredida. Deve ir ao m\u00e9dico ou ao hospital, n\u00e3o s\u00f3 para ser tratada, mas tamb\u00e9m fazer constatar as feridas e as suas causas. A interven\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade como j\u00e1 se disse \u00e9 importante. Com estas provas tem que ir \u00e0 pol\u00edcia apresentar queixa e pedir protec\u00e7\u00e3o. O pessoal tem que ser sensibilizado para aceitar proteg\u00ea-la. N\u00e3o se pode esperar o caso extremo, a morte, para agir. A pol\u00edcia tem que garantir que o homem n\u00e3o se aproxima da casa. A mulher tem que ser protegida, ela e os filhos. <br>Se sair de casa a mulher tem que ter esperan\u00e7a para um novo recome\u00e7o. Tem que garantir aos filhos um crescimento e uma vida normais. O apoio associativo pode dar um impulso. <br>A viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 em casa, mas tamb\u00e9m na rua, no trabalho&#8230; Continua a ser generalizada. Como j\u00e1 se disse, quase todas as mulheres foram alvo de ass\u00e9dio sexual, mais ou menos importante, numa altura da sua vida. Nem as mulheres que trabalham em altos cargos s\u00e3o poupadas.<br><br>Outras formas de viol\u00eancia<br>N\u00e3o podemos abord\u00e1-las todas, mencionamos algumas:<br>-Viol\u00eancia na rua; \u00e9 t\u00e3o corrente. As amea\u00e7as fazem com que as mulheres n\u00e3o possam andar na rua sossegadas. T\u00eam que ter sempre cuidado quando andam sozinhas: evitar certas ruas ou bairros, n\u00e3o andar de noite, n\u00e3o ir ao caf\u00e9 (ou a certos caf\u00e9s) ao restaurante, \u2026<br>-O ass\u00e9dio pode ocorrer no local de trabalho, nos transportes p\u00fablicos, em casa de familiares onde \u00e9 mais frequente, e onde as raparigas, sobretudo jovens, n\u00e3o denunciam por medo, por vergonha, para n\u00e3o criar problemas ou porque pensam que \u00e9 normal. Esta forma de ass\u00e9dio sexual pode ir muito longe. As raparigas muito novas n\u00e3o sabem reagir a este tipo de situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podem falar com a fam\u00edlia.<br>O testemunho p\u00fablico pode ser um exemplo e mostrar que o que acontece \u00e9 frequente e n\u00e3o \u00e9 espec\u00edfico a uma mulher. Mas tem que ter atingido uma certa maturidade para ser capaz de testemunhar. N\u00e3o se pode dizer que vai ser sempre assim. As mulheres n\u00e3o devem ter de \u201caguentar\u201d. Elas est\u00e3o habituadas, mas isso n\u00e3o pode continuar assim. As mulheres podem reagir e sensibilizar a sociedade para este tipo de problema. <br>&#8211; Viol\u00eancia contra as meninas obrigadas a casar cedo, al\u00e9m da viol\u00eancia que constitui tal casamento, pode-se falar tamb\u00e9m de agress\u00e3o contra menores.<br>&#8211; Viol\u00eancia no namoro: quando o rapaz obriga a rapariga a fazer o que ela n\u00e3o quer, que chega a bater-lhe, ou a violent\u00e1-la. Tamb\u00e9m a\u00ed, as raparigas t\u00eam medo de falar, at\u00e9 podem pensar que \u00e9 normal. Existe um programa da Associa\u00e7\u00e3o GRAAL que visa ensinar as raparigas a serem capazes de gerir situa\u00e7\u00f5es dessas, e a n\u00e3o se deixarem ultrapassar. Saber o que um namorado pode fazer, como a rapariga se deve comportar, e afastar-se dele no caso de se sentir em perigo.<br>&#8211; Viol\u00eancia contra crian\u00e7as: quando uma crian\u00e7a conta \u00e0 m\u00e3e tais factos, \u00e9 importante a m\u00e3e acreditar nela, verificar, n\u00e3o desencorajar e mandar silenciar, sobretudo no caso de se tratar de um familiar como no caso de ser um tio.<br>*!!!!*(e n\u00e3o s\u00f3: pai, av\u00f4, tio, padrinho, irm\u00e3o, amigos da casa\u2026)<br>Que fazer com os homens violentos?<br>Os homens violentos, que t\u00eam impulsos assassinos, t\u00eam que ser tratados por psic\u00f3logos, psiquiatras ou orientadores. Esses indiv\u00edduos t\u00eam retic\u00eancias em falar do seu problema. Acham que \u00e9 uma vergonha. Pensam que n\u00e3o precisam, que t\u00eam raz\u00e3o, que a culpa \u00e9 da mulher. Muitos pensam que t\u00eam o direito de agir de forma violenta e de bater na mulher. Seria bom que tivessem um amigo que lhes possa explicar que n\u00e3o podem, que os ajude a tomar consci\u00eancia da anormalidade, at\u00e9 da monstruosidade do seu comportamento. Assim bons amigos e companheiros podem intervir e lembrar que muitos psic\u00f3logos e terapeutas s\u00e3o homens e podem ajud\u00e1-los. A conversa ser\u00e1 mais f\u00e1cil. O homem pode come\u00e7ar por falar com um m\u00e9dico, com o pessoal de sa\u00fade que o pode orientar. Mas tem que haver vontade, e o homem tem que ter consci\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o.<br>Na maior parte das vezes os homens violentos sabem que est\u00e3o errados. Mas querem sempre justificar o seu comportamento. Para acabar com a viol\u00eancia o homem tem que ser ajudado e apoiado.<br>As associa\u00e7\u00f5es t\u00eam que ter um centro de escuta par homens.<br><br>O apoio a n\u00edvel europeu: o programa DAPHN\u00c9<br>Existe a n\u00edvel europeu desde 2000, o programa DAPHN\u00c9 que visa financiar projectos de organiza\u00e7\u00f5es contra a viol\u00eancia. S\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es de diferentes pa\u00edses europeus que se juntam para responderem a uma chamada a proposi\u00e7\u00e3o \/?\/?\/ um apelo \/?\/?\/uma proposta  da Comiss\u00e3o Europeia. <br>O objectivo \u00e9 obrar para proteger as crian\u00e7as, os jovens e as mulheres contra todas as formas de viol\u00eancia e ajud\u00e1-los a alcan\u00e7ar um n\u00edvel elevado de protec\u00e7\u00e3o em termos de sa\u00fade, bem-estar e coes\u00e3o social. Visa tamb\u00e9m ajudar a desenvolver as pol\u00edticas comunit\u00e1rias (no dom\u00ednio da sa\u00fade p\u00fablica, dos direitos humanos e da igualdade entre homens e mulheres) e a ac\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o para proteger os direitos da crian\u00e7a e combater o tr\u00e1fico de seres humanos e a explora\u00e7\u00e3o sexual.<br>O or\u00e7amento total afectado ao DAPHN\u00c9 III (2007-2013) ascendeu a quase 124 milh\u00f5es de euros, sendo o or\u00e7amento anual m\u00e9dio previsto ligeiramente inferior a 18 milh\u00f5es de euros.<br>O sucesso \u00e9 relativo, tamb\u00e9m o montante consagrado n\u00e3o ser\u00e1 muito elevado. H\u00e1 dificuldades de acesso para organiza\u00e7\u00f5es de dimens\u00e3o modesta, sendo acess\u00edvel sobretudo \u00e0s que s\u00e3o mais importantes.<br>As organiza\u00e7\u00f5es podem tamb\u00e9m ter um acesso limitado aos fundos estruturais sobretudo ao Fundo Social atrav\u00e9s dos programas nacionais co-financiados. H\u00e1 medidas espec\u00edficas em fun\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses. Caso contr\u00e1rio podem ser integradas em medidas para a forma\u00e7\u00e3o profissional ou outras medidas regionais. O acesso n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e \u00e9 pedido em todos os casos um co-financiamento pr\u00f3prio que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para as organiza\u00e7\u00f5es. As administra\u00e7\u00f5es nacionais ou regionais acabam por beneficiar das medidas comunit\u00e1rias.<br><br>Os apoios na B\u00e9lgica<br>Algumas informa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas:<br>H\u00e1 n\u00fameros de telefone o 106 e 107, para alertar e fazer a queixa. S\u00e3o confidenciais e gratuitos.<br>H\u00e1 escutas sobre viol\u00eancia conjugal no n\u00famero: 080030030 <br>Um folheto \u00e9 distribu\u00eddo pelo servi\u00e7o encarregado deste problema cujo conte\u00fado figura no website: <br>www.violenceconjugale.be<br>Contem endere\u00e7os de abrigos para mulheres.<br>Para as portuguesas h\u00e1 um ponto de contacto: <br>Dona Suzanna Marques telefone: 0478963998 <br>Tem conselhos muito \u00fateis e vive na B\u00e9lgica j\u00e1 h\u00e1 muitos anos.<br>Os folhetos existem em l\u00edngua portuguesa com indica\u00e7\u00f5es dos endere\u00e7os e telefones.<br>Procura-se saber tamb\u00e9m informar sobre ac\u00e7\u00f5es das autoridades e das mulheres nas diferentes partes do mundo. <br>Faltam meios financeiros, como noutros pa\u00edses, para ajudar com conselhos, ou casas de acolhimento aonde a mulher se pode dirigir. Como estamos em tempo de crise cortam-se facilmente os fundos p\u00fablicos porque as autoridades n\u00e3o est\u00e3o sempre convencidas de que \u00e9 um problema importante. Tem que se dar mais meios, tem que se sensibilizar o p\u00fablico e encorajar as mulheres a intervirem.<br>Tamb\u00e9m h\u00e1 que formar as pessoas a quem as mulheres se dirigem: a pol\u00edcia, o pessoal de sa\u00fade, educadores, advogados, ju\u00edzes, psic\u00f3logos\u2026<br><br>O objectivo \u00e9 chegar uma sociedade em que as mulheres n\u00e3o sejam v\u00edtimas, onde mulheres e homens podem ser mais felizes. Uma sociedade com mais igualdade nas rela\u00e7\u00f5es conjugais, onde se conseguem ultrapassar situa\u00e7\u00f5es que podem magoar mulheres e crian\u00e7as e atingi-las na sua integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica, bem como na sua personalidade.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/47174294192_def9299bc6_b.jpgviolence.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3433\" width=\"-194\" height=\"-141\" srcset=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/47174294192_def9299bc6_b.jpgviolence.jpg 1024w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/47174294192_def9299bc6_b.jpgviolence-300x218.jpg 300w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/47174294192_def9299bc6_b.jpgviolence-768x559.jpg 768w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/47174294192_def9299bc6_b.jpgviolence-465x338.jpg 465w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/47174294192_def9299bc6_b.jpgviolence-687x500.jpg 687w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Le chemin est long&#8230;pour \u00e9liminer les violences contre les femmes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2022\/06\/11_10_Infographic-FR-1-1.jpgviolence-1-1024x441.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3436\" width=\"624\" height=\"271\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nosso objectivo \u00e9 chegar a uma sociedade em que haja respeito pelas mulheres e que pugne pela defesa dos seus direitos.<br \/>\nA viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 um crime e deve ser denunciada. As autoridades t\u00eam que tomar medidas para acabar com isso. Assim depois de falar do Norte da \u00c1frica onde vimos casos de viol\u00eancia nas manifesta\u00e7\u00f5es durante as Primaveras \u00c1rabes, \u00e9 necess\u00e1rio falar dos problemas na Europa.<br \/>\nApesar de se constatar uma evolu\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o, a viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 ainda muito frequente. <span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/2022\/06\/08\/capitulo-4-violencia-contra-as-mulheres\/\">Lire la suite<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":110,"featured_media":3437,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["entry","author-mulheres","has-excerpt","post-3425","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mci"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3425","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/users\/110"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3425"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3425\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3437"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3425"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3425"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3425"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}