{"id":4302,"date":"2025-04-22T18:06:45","date_gmt":"2025-04-22T16:06:45","guid":{"rendered":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/?p=4302"},"modified":"2025-04-23T10:20:23","modified_gmt":"2025-04-23T08:20:23","slug":"entrevista-leocadia-dias-sobre-adriano-correia-de-oliveira-cantor-e-poeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/2025\/04\/22\/entrevista-leocadia-dias-sobre-adriano-correia-de-oliveira-cantor-e-poeta\/","title":{"rendered":"Entrevista Leocadia Dias Sobre Adriano Correia de Oliveira Cantor e poeta"},"content":{"rendered":"\n<p>Entrevista Leocadia Dias<br>Sobre Adriano Correia de Oliveira<br>Cantor e poeta<br>18 e 20 de abril 2025 na Radio alma<br>Apresenta\u00e7ao da Leocadia Dias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"705\" height=\"470\" src=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2025\/04\/adriano2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4318\" srcset=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2025\/04\/adriano2.png 705w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2025\/04\/adriano2-300x200.png 300w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2025\/04\/adriano2-465x310.png 465w, https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2025\/04\/adriano2-695x463.png 695w\" sizes=\"(max-width: 705px) 100vw, 705px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Pequena biografia do Andriano Correia de Oliveira pela Leocadia Dias<br> <\/p>\n\n\n\n<p>Adriano, Filho de Joaquim Gomes de Oliveira (conhecido por Trafugueiro) e de Laura Correia, nasceu no Porto a 9 de Abril de 1942, na Rua Formosa, tinha 3 meses de idade quando os pais se mudaram para a Quinta de Porcas em Avintes, concelho de Vila Nova de Gaia. O Adriano n\u00e3o era filho \u00fanico, tinha e tem uma irm\u00e3 mais velha: a Filomena, que era professora do ensino prim\u00e1rio. Que estranhamente n\u00e3o \u00e9 mencionada na Wikip\u00e9dia, nem em parte nenhuma. Como expliquei logo no in\u00edcio e \u00e9 esta a minha opini\u00e3o a internet n\u00e3o \u00e9, nem nunca ser\u00e1 uma ci\u00eancia exacta, principalmente a Wikip\u00e9dia \u00e0 qual qualquer pessoa tem acesso e pode escrever o bem que bem entende. <br>Hoje mais que nunca, os seus donos s\u00e3o o seu espelho: Trumps, Gates, Musks, Zuckerbergs, com as suas redes associais e tutti quanti, s\u00e3o os seres menos fi\u00e1veis que existem \u00e0 superficie da terra, estando em total contradi\u00e7\u00e3o com os valores que o Adriano defendeu e nos deixou como heran\u00e7a. Ele utilizou as palavras como arma, contra a servid\u00e3o, a mentira e a injusti\u00e7a!&#8230; A wikip\u00e9dia descreve-o como se fosse um caso \u00fanico em Avintes, por ter crescido e ter sido educado no seio duma fam\u00edlia \u201cprofundamente\u201d cat\u00f3lica\u201d, at\u00e9 a\u00ed nada de extraordin\u00e1rio, no contexto de um regime fascista conivente com a igreja. Toda a popula\u00e7\u00e3o era profundamente cat\u00f3lica, mesmo contra a sua vontade (&#8230;). Ai de quem n\u00e3o fosse \u00e0 missa em Avintes. O padre \u201cQuim\u201d recusava at\u00e9, casar quem n\u00e3o fosse um fiel ass\u00edduo. \u201cA inf\u00e2ncia de Adriano Correia de Oliveira foi ritmada pelo ambiente que descreveria mais tarde como \u00abmarcadamente rural, entre videiras, c\u00e3es dom\u00e9sticos e belas alamedas arborizadas com vista para o rio [Douro]\u00bb. <br> O rio Douro era parte integrante da vida do Adriano, principalmente quando os filhos nasceram. Ele tinha um pequeno barco, que se chamava Viking que os filhos adoravam e no qual muito se divert\u00edram. Naquela \u00e9poca havia um costume bem avintense: que eram os passeios do domingo, rio acima, rio abaixo, eram uma tradi\u00e7\u00e3o domingueira, sanjoanina, traversia ou passagem para a outra margem e at\u00e9 de f\u00e9rias. Tradi\u00e7\u00e3o que ainda conheci e pratiquei at\u00e9 aos anos 80, data na qual vim viver para Fran\u00e7a: subir o rio com a cesta da merenda (com todo o tipo de petiscos, boa pinga, broa, bolo e velhotes&#8230;) uma viola, uma guitarra ou as duas, atracar em pequenas praias forjadas pela natureza passar as tardes a petiscar, a rir, dormir, conversar, mas acima de tudo a cantar. <\/p>\n\n\n\n<p>Existe um v\u00eddeo no youtube com uma \u00fanica imagem por ilustra\u00e7\u00e3o: uma foto do Adriano no seu barco Viking imortalizado subindo o rio Douro: a can\u00e7\u00e3o popular a\u00e7oreana \u201cLira\u201d. <br>Concluiu os estudos secund\u00e1rios, no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, em 1959 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. E foi l\u00e1 que o Adriano, utilizou as palavras e as cantigas como balas contra o regime, foi l\u00e1 que o Adriano de hoje se forjou. Residia na Real Rep\u00fablica Ras-Teparta,(raios te partam, suponho, (&#8230;) jogo de palavras que o regime, n\u00e3o podia censurar) foi solista no Orfe\u00e3o Acad\u00e9mico, membro do Grupo Universit\u00e1rio de Dan\u00e7as e Cantares, actor no CITAC, guitarrista no Conjunto Ligeiro da Tuna Acad\u00e9mica de Avintes que fundou com o seu grande amigo: o Padre Ara\u00fajo, mission\u00e1rio (outra grande figura de Avintes que como ele partiu cedo demais) aos 41 anos de idade) jogou voleibol na Briosa, a lista \u00e9 intermin\u00e1vel. <br>Casa com Maria Matilde Lemos de Figueiredo Leite, em 1966. Desta uni\u00e3o nascem dois filhos: Isabel e Jos\u00e9 Manuel nascidos em 1967 e 1971 respectivamente . Mais tarde divorciaram. Adriano, come\u00e7ou a cantar no Porto, no liceu onde estudava. Um dia uma tia ofereceu-lhe uma guitarra, come\u00e7ou a tocar nas festas, nas r\u00e9citas de finalistas do liceu Alexandre Herculano, que se faziam geralmente no Teatro S. Jo\u00e3o. Mudou-se para Coimbra, mas uma vez l\u00e1, continuou a tocar guitarra e a cantar Fado de Coimbra, foi l\u00e1 que \u201ccome\u00e7ou a \u201cgargarejar\u201d como ele dizia, quando cantava serenatas da rua para o 4\u00ba andar com \u201cvoz de ovo estrelado\u201d (form\u00fala que o Zeca utilizava) e foi assim que tudo come\u00e7ou!&#8230; Grava o seu primeiro disco, um disco de Fados de Coimbra.<br>O Adriano era um cantor sem medo, mudou completamente a forma de o cantar, com letras que desafi\u00e1vam o poder do Estado Novo. Desempoeirou a m\u00fasica portuguesa da \u00e9poca, tornando-a numa arma \u00e0 sua maneira, basta ouvir o tema \u201cAs balas\u201d para perceber a sua aud\u00e1cia contra o regime do medo. O Adriano foi o primeiro a cantar poemas contra a guerra colonial e contra a PIDE-DGS (pol\u00edcia pol\u00edtica de Salazar). Aos olhos de Manuel Alegre, cito \u201cele foi o mais corajoso de todos os trovadores daquele tempo\u201d, \u201cporque naquele contexto e no tempo em que ele come\u00e7ou a cantar e gravou esses discos, n\u00e3o foi s\u00f3 num per\u00edodo muito duro de repress\u00e3o, foi tamb\u00e9m no in\u00edcio da Guerra colonial\u201d era preciso uma coragem desmedida. \u201cDizer palavras pro\u00edbidas e perigosas naquele tempo, era como lan\u00e7ar bombas\u201d.<br>Cantou trovas e cantigas, sem jamais ter deixado de cantar fado. Para ele, cantar, n\u00e3o era um modo de vida, mas sim a sua vida, o Adriano era m\u00fasica, o que explica a sua extrema sensibilidade. N\u00e3o dizia n\u00e3o a ningu\u00e9m, quantas vezes veio aqui cantar a pedido de emigrantes e associa\u00e7\u00f5es, at\u00e9 \u00e0 data, em quasi 40 anos de presen\u00e7a em Fran\u00e7a, nunca tive conhecimento que uma qualquer homenagem digna desse nome, lhe tenha sido prestada. Isto n\u00e3o passa de um desabafo meu. Aproveito esta oportunidade, para homenagear a mem\u00f3ria do jornalista Daniel Ribeiro, correspondente do Jornal Expresso e da RDPI em Paris, tamb\u00e9m foi diretor da conhecida R\u00e1dio Alfa, na qual tinha um programa quotidiano. <br>Num dia 9 de Abril, muito timidamente, telefonei para essa R\u00e1dio, queria pedir-lhe pedir um favor ao qual ele acedeu imediatamente. Recordo: Leoc\u00e1dia: Ol\u00e1 Daniel, sou uma fiel ouvinte do seu programa e hoje muito especialmente, gostaria de lhe pedir um imenso favor. Daniel: ( brincalh\u00e3o), respondeu; \u201cdiga, diga\u201d(&#8230;) Leoc\u00e1dia: hoje \u00e9 o dia de anivers\u00e1rio do nascimento do Adriano, n\u00e3o se importa de passar uma cantiga dele, para marcar esta data? De imediato, a resposta fez-se pelas ondas, assim que ouvi o dedilhar da introdu\u00e7\u00e3o pelas guitarras, da Trova do Vento que passa. Can\u00e7\u00e3o que se tornou num hino \u00e0 Liberdade!&#8230; Gra\u00e7as ao Daniel nasceu ali uma singela, mas pura, tradi\u00e7\u00e3o anual para recordar Adriano. Enquanto o Daniel l\u00e1 esteve, no m\u00ednimo, a cada anivers\u00e1rio de nascimento e de partida, o Daniel dizia presente. Nunca deixando de telefonar, com o receio que se esquecesse&#8230; Daniel: \u201cAcha, acha que me \u00eda esquecer?\u201d Descanse em paz Daniel!&#8230; <br>O Senhor Antero Santos do Lugar de Espinha\u00e7o em Avintes (perto da quinta de Porcas) \u00e9 minha testemunha, pois sempre o avisava e pedia que dissesse a toda a gente, colocava o som no m\u00e1ximo e encostava o auscultador ao telefone, para ele ouvir. Quando eu era pequenina, para o poder ver ou estar com ele, o ideal era ao domingo, quando ele \u00eda assistir aos jogos do F.C. Avintes, a malta aglutinava-se \u00e0 volta dele, para mim, era imposs\u00edvel v\u00ea-lo e at\u00e9 tocar-lhe no meio daquela multid\u00e3o. O meu pai sentava-me aos seus ombros para eu o poder ver, as pessoas ficavam loucas de alegria com sua a presen\u00e7a, j\u00e1 ele era casado e vivia fora de Avintes. <br>Assisti a tert\u00falias, em casa de amigos, passei momentos inesquec\u00edveis que decerto ficar\u00e3o nos meus e nos pergaminhos de muitos avintenses. Cantava onde chamassem por ele, sem jamais esperar por nada em troca. Era esse o Adriano! <br>Em homenagem, ao seu grande Amigo que morreu na Guerra colonial, deu o seu nome ao seu filho. A \u201cCan\u00e7\u00e3o com L\u00e1grimas\u201d descreve bem a dor dessa perda (Manuel Alegre confirma e o pr\u00f3prio filho tamb\u00e9m). Esta can\u00e7\u00e3o nasceu de um poema que o Manuel Alegre escreveu para ele e a m\u00fasica \u00e9 do Adriano. Isto para quem afirma que o Adriano nunca comp\u00f4s.<br>Nos \u00faltimos anos da sua vida, o Adriano sofreu trai\u00e7\u00f5es da parte de gente a quem tudo deu e que considerava como seus grandes amigos e camaradas de luta. <\/p>\n\n\n\n<p>A golpada que lhe fizeram pseudo amigos na associa\u00e7\u00e3o \u201cCANTARABRIL Uma cooperativa de artistas de que foi impulsionador: estes mesmos \u201camigos\u201d, (com) aspas, afastaram-no por uma raz\u00e3o mesquinha, pequenina \u00e0 altura do gesto dos pr\u00f3prios, todos eles ligados \u00e0 pol\u00edtica. De todos os que o afastaram, os \u00fanicos que se levantaram contra, foram: Carlos Paredes, Lu\u00eds C\u00edlia e Carlos do Carmo. Palavras de Adriano nessa \u00e9poca: \u201ca Cantarabril tornou-se num lugar onde reina o mais descarado nepotismo e a mais ampla leviandade cultural\u201d. Roubei este testemunho a Viriato Teles, um Amigo verdadeiro e jornalista de profiss\u00e3o), esta hist\u00f3ria \u00e9 do dom\u00ednio p\u00fablico e a forma como terminou tamb\u00e9m. <br>Foi uma ferida que nunca cicatrizou e eu sei que h\u00e1 quem nunca esquecer\u00e1 essa golpada e que a considera como um acto criminoso. \u201cAdriano passou para a \u201cERA NOVA\u201d, onde estavam Jos\u00e9 Afonso e alguns dos seus amigos de sempre&#8230;.\u201d Viriato Teles \u201cO Adriano era um homem de convic\u00e7\u00f5es e acima de tudo Leal.\u201d (Viriato Teles) <br>Hoje a sua obra \u00e9 considerada de interesse nacional, uma peti\u00e7\u00e3o circulou e recolheu votos suficientes para que fosse discutida. Foi votada pelo parlamento, em Dezembro de 2024. <br>https:\/\/expresso.pt\/blitz\/2024-12-16-aprovadas-resolucoes-para classificacao-da-musica-de-adriano-correia-de-oliveira-como-de interesse-nacional-34c7ecda <br>Demorou, mas so \u00e9 justica, no m\u00ednimo pelos filhos. No que me toca se os pol\u00edticos fossem justos, essa peti\u00e7\u00e3o nem nunca deveria ter sido necess\u00e1ria!&#8230;Politiquisses \u00e0 parte, hoje cabe-me, cabe-nos a todos fazer com que a defesa da sua mem\u00f3ria, valores e princ\u00edpios intemporais, perdure e que essa chama se mantenha viva. Nada \u00e9 adequirido, n\u00e3o h\u00e1 nada mais fr\u00e1gil que a Democracia, que neste momento sofre assaltos nos 4 cantos do mundo. Cantemos e evoquemos a heran\u00e7a que o Adriano Correia de Oliveira nos deixou, para fazer barragem a esses assaltos!&#8230; <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEra Outubro e chovia\u201d: Recordo como o c\u00e9u ficou negro, Avintes e a sua gente ficaram negras de tristeza e a Freguesia negra de gente! <br>Fran\u00e7a, 09 de Abril de 2025 <br>Leoc\u00e1dia Dias <br><br>Foi essa a homenagem que a Leocadia Dias prestou para homenagear o Adriano Correia de Oliveira, recordando o dia do aniversario do seu nascimento. <br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/files\/2025\/04\/Nelly250417.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Grava\u00e7ao da entrevista da Leocadia Dias sobre Adriano Correia de Oliveira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista Leocadia DiasSobre Adriano Correia de OliveiraCantor e poeta18 e 20 de abril 2025 na Radio almaApresenta\u00e7ao da Leocadia Dias Pequena biografia do Andriano Correia de Oliveira pela Leocadia Dias Adriano, Filho de Joaquim Gomes de Oliveira (conhecido por Trafugueiro) e de Laura Correia, nasceu no Porto a 9 de<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/2025\/04\/22\/entrevista-leocadia-dias-sobre-adriano-correia-de-oliveira-cantor-e-poeta\/\">Lire la suite<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":110,"featured_media":4316,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["entry","author-mulheres","post-4302","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-non-classe"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4302","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/users\/110"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4302"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4302\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4316"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radioalma.eu\/mulheres\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}